De acordo com a defesa, a internação na véspera da cirurgia seria necessária para a realização de exames preparatórios. Acompanharão Bolsonaro sua esposa, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, e dois de seus filhos: o ex-vereador carioca Carlos Bolsonaro (PL-RJ) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Bolsonaro enfrenta crises de soluços e será submetido à cirurgia para tratar de uma hérnia inguinal. No mesmo dia em que a defesa indicou o procedimento para o Natal, o ex-presidente escreveu um bilhete ao portal Metrópoles, cancelando sua entrevista por questões de saúde.
Carlos Bolsonaro ainda revelou que seu pai possui problemas cardiovasculares. Moraes autorizou que um cardiologista entre na Superintendência da Polícia Federal em Brasília sempre que necessário. Além dele, um fisioterapeuta foi contratado para atuar na prevenção de complicações.
Na mesma decisão em que autorizou a cirurgia, em razão do laudo da Polícia Federal, Moraes negou o pedido de prisão domiciliar humanitária ao ex-presidente. O ministro alegou que a cela de Bolsonaro possui as condições necessárias para a recuperação, apontando também para sua determinação de que ele receba cuidados médicos em tempo integral.
Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses, como consequência do julgamento da ação penal nº 2.668 (núcleo 1). Com a aprovação do projeto de lei da dosimetria, sua punição pode ser reduzida para dois anos e quatro meses. O presidente Lula (PT), porém, já declarou que irá vetar o texto. Caberá ao Congresso manter ou derrubar o veto.
Fonte: Gazeta do Povo
