Moraes decreta prisão preventiva de Silvinei Vasques após captura no Paraguai

O ex-diretor-geral foi condenado a 24 anos e seis meses de prisão no âmbito da ação penal nº 2.693 (núcleo 2), acusado de ordenar operações no Nordeste com intuito de impedir a votação ao então candidato Lula (PT) em 2022. Ele era secretário de Desenvolvimento Econômico e Inovação do município de São José (SC), mas pediu exoneração logo após a prisão. Em nota, a prefeitura agradeceu à “contribuição prestada.”

Moraes lembra, em sua decisão, que já havia alertado que qualquer violação na tornozeleira resultaria em prisão preventiva. O ministro revela, ainda, como ocorreu a investigação da PF: às 3h desta quinta-feira (25), o sinal de GPS do equipamento teria caído. Por volta das 13h, continua o relato, a bateria da tornozeleira teria acabado.

A PF foi até a casa de Silvinei em São José, onde foi informada que a Polícia Penal já teria tentado localizar o ex-diretor, mas sem sucesso. A investigação, então, localizou um carro alugado por ele, monitorado por câmeras. Os investigadores, porém, só encontraram imagens até quarta-feira (24).

Ao chegar no Paraguai, Silvinei foi detido pelas autoridades daquele país, com passaporte falso. Agora, ele deve ser expulso sumariamente e transferido para Brasília.

“As diligências in loco realizadas pela Polícia Federal no endereço residencial do réu Silvinei Vasques indicam a efetivação de sua fuga, uma vez que o réu não se encontrava em seu apartamento no momento da diligência, em violação à medida cautelar de recolhimento domiciliar noturno, estava utilizando veículo automotor alugado […], esteve em seu endereço residencial até as 19h22min do dia 24/12/2025, quando não foi mais visto entrando ou saindo de carro e carregou o veículo alugado com o seu animal de estimação e materiais para transporte de cachorro, incluindo ração e ‘muitos sacos de tapete higiênico para cães'”, diz a decisão.

Fonte: Gazeta do Povo


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