“O processo de ‘desliquidação’ do Master não cabe ao TCU, cabe ao Supremo Tribunal Federal, porque lá tem um processo aberto”, afirmou o ministro em entrevista exclusiva à agência de notícias Reuters.
A “desliquidação” do Master é defendida pela estratégia jurídica do banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador da instituição. Vorcaro chegou a ser preso ao tentar deixar o país, mas foi solto em poucos dias.
A liquidação do Master foi decretada pelo Banco Central em 18 de novembro de 2025 em meio à Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que apura indicíos de fraudes que pode chegar a R$ 12 bilhões.
O ministro Jhonatan de Jesus, relator do caso no TCU, determinou a realização de uma inspeção no Banco Central sobre a liquidação do Master. No despacho inicial, o relator considerou que o BC pode ter se precipitado ao autorizar a liquidação.
O BC recorreu e apontou que a ordem deveria ter sido colegiada e não individual. À Reuters, Vital do Rêgo afirmou que ainda não há elementos suficientes que comprovem a suposta precipitação do BC no caso.
“Agora, o que o TCU pode oferecer, como vem oferecendo ao Supremo, são elementos sobre a apuração da legalidade da operação”, afirmou o presidente da Corte de Contas.
A decisão de Jhonatan de Jesus gerou fortes críticas do mercado financeiro sobre a atuação do TCU na investigação. Além disso, diretores do BC foram alvos de uma série de ataques coordenados após a liquidação.
O nome mais citado nas publicações foi o do ex-diretor de Organização do Sistema Financeiro e de Resolução do BC Renato Dias Gomes, responsável por vetar a oferta de compra do Master pelo Banco de Brasília (BRB).
Fonte: Gazeta do Povo



