Justiça em descrédito: nem Lula quer Toffoli no STF

O vereador Guilherme Kilter diz que Lula, na verdade, quer evitar desgastes políticos, sobretudo neste ano eleitoral. “Essa história do Banco Master, assim como escândalo do INSS, cada vez mais interligados, estão gerando um grande problema para o presidente. Lula pode usar Toffoli como ‘testa de ferro’ neste caso”, ele explica.

Assim, a pauta do impeachment de Toffoli, novamente, ganha força. A pressão aumentou após a operação Compliance Zero, que mirou irregularidades envolvendo a venda do Banco Master ao Banco Regional de Brasília (BRB). Toffoli é o relator do caso Master no STF.

“O clamor popular, junto com a crítica da imprensa, vai aumentar essa ‘panela de pressão’. Então, os personagens de Brasília já estão fazendo diagnósticos e avaliando cenários. Para nós, brasileiros, está claro: queremos o impeachment”, afirma o ex-procurador Deltan Dallagnol.

Como possível resposta para a crise da Justiça brasileira, os comentaristas aventaram a possibilidade de um código de conduta para os ministros do STF, inspirado em modelos da Alemanha e dos EUA. Dentre os dispositivos da legislação, estariam a proibição de julgar casos em que juízes tenham parentesco ou amizade íntima, bem como o fim das palestras financiadas por entidades com interesses no órgão.

“Um código de conduta, ou de ética, pode fazer com que o STF inspire mais respeito da sociedade brasileira. Porque se o Judiciário, a mais alta corte do país, está descredibilizado, como as últimas pesquisas indicam, isso precisa ser corrigido”, diz Kilter.

Já Dallagnol elogia a proposta de um código, mas afirma que a mudança efetiva será por outro caminho. “Esse código causaria um constrangimento e criaria amarras que hoje, infelizmente, não existem. Mas ele não resolve tudo. O que vai mesmo resolver será um freio de poder, promovido pelo impeachment”, ele avalia.

O programa Última Análise faz parte do conteúdo jornalístico ao vivo da Gazeta do Povo, no YouTube. O horário de exibição é das 19h às 20h30, de segunda a sexta-feira. A proposta é discutir de forma racional, aprofundada e respeitosa alguns dos temas desafiadores para os rumos do país.

Fonte: Gazeta do Povo


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