Entre a Instabilidade Institucional e os Desafios Econômicos
O Judiciário, o Ex-Presidente e a Tensão Institucional
Os recentes desdobramentos no Supremo Tribunal Federal (STF) continuam a pautar a dinâmica política nacional, revelando a complexidade das relações entre os poderes. A decisão de absolver o ex-presidente Jair Bolsonaro e o ex-ministro Eduardo Pazuello no caso do cartão de vacinação, apesar do voto contrário do Ministro Kássio Nunes Marques pelo prosseguimento do arquivamento, demonstra a volatilidade do cenário jurídico-político brasileiro. Essa ação, embora esperada por alguns, reacende o debate sobre a influência do Judiciário em matérias que, para muitos, deveriam ser tratadas primariamente nas esferas policial e eleitoral, não criminal.
Ainda no front judicial, o Ministro Alexandre de Moraes solicitou novas explicações ao ex-presidente Bolsonaro por declarações acerca das urnas eletrônicas. Esse pedido reforça a percepção de uma perseguição incessante por parte de alguns setores do Judiciário contra o ex-chefe do Executivo, mantendo acesa a chama da polarização. Tais embates recorrentes não apenas desgastam a imagem das instituições, como também desviam o foco de pautas essenciais para o desenvolvimento do país, mergulhando a nação em discussões que beiram a inação, ao invés de buscar a pacificação e a segurança jurídica. O constante ativismo judicial, quando exacerbado, tem o potencial de fragilizar a separação de poderes e semear a instabilidade democrática.
A Economia em Foco: Discursos e Realidades do Governo
Na esfera econômica, as propostas e ações do atual governo seguem gerando discussões intensas. O Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao sugerir a criação de uma moeda única para o Mercosul em conversas com o Presidente argentino Javier Milei, reacende o alerta para um possível viés intervencionista e alinhamento com pautas que pouco contribuem para a solidez fiscal do Brasil. Ideias como essa, que flertam com modelos de integração artificial, tendem a ignorar os fundamentos econômicos de cada nação, podendo comprometer a soberania monetária e a credibilidade de nossa política fiscal. É um caminho que historicamente demonstrou mais riscos do que benefícios para economias robustas.
Em paralelo, o Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, continua sua batalha para cumprir a meta fiscal estabelecida, enfrentando o desafio de equilibrar as contas públicas em um governo com tendências expansionistas. A busca por responsabilidade fiscal é louvável, mas se choca com a pressão por gastos, frequentemente mascarada por programas sociais e subsídios que pouco geram valor real à economia. Essa tensão entre o desejo de expansão e a necessidade de equilíbrio põe em risco a saúde financeira do Estado, afugenta investimentos e penaliza o contribuinte.
Nesse cenário, a atuação do Presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, emerge como um pilar de estabilidade. Sua firmeza em manter a política monetária focada no controle da inflação, mesmo diante de pressões políticas, é crucial para a recuperação econômica e a garantia do poder de compra da população. A independência do Banco Central, conquistada a duras penas, é um ativo inestimável que deve ser defendido, pois assegura que decisões técnicas prevaleçam sobre interesses políticos de curto prazo, garantindo a confiança do mercado e a estabilidade da nossa moeda.
Segurança Pública e a Ação dos Estados
No plano da segurança pública, a atuação do Governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, na Cracolândia, merece destaque. Ao propor novas estratégias e enfrentar diretamente um dos maiores desafios urbanos do país, Tarcísio demonstra uma preocupação com a ordem social e a segurança do cidadão, pautas caras à direita. A gestão eficaz da segurança pública, que combine firmeza e inteligência, é fundamental para restaurar a dignidade das pessoas e garantir um ambiente propício ao desenvolvimento econômico e social. É um contraste bem-vindo à inércia ou às políticas brandas que frequentemente falham em proteger a população.
A semana política se desenrola entre embates judiciais que consomem energia nacional, propostas econômicas que desafiam a prudência fiscal e exemplos estaduais de busca por ordem. O Brasil necessita urgentemente de um direcionamento que priorize a responsabilidade fiscal, a desburocratização e o incentivo à iniciativa privada, permitindo que a economia respire e gere riqueza. A solidez das instituições passa pela clareza de suas atribuições e pela contenção de seus ímpetos. Somente com um Estado que respeite a liberdade do indivíduo, que seja fiscalmente responsável e que garanta a segurança, poderemos trilhar um caminho de prosperidade duradoura.
Fonte: Coluna de opinião – Notícia SC



